E quando estou ao lado deles e os ouço falar e falar cheios das certezas e convicções, sinto que aí mesmo é que me distraio de mim. Calo-me. E então, talvez na tentativa de me tomarem para si, na agonia de constatarem a minha dispersão, eles começam a me apontar os dedos e falarem de mim, na ânsia de me "desancorarem.".. E assim, esperam que meus olhos brilhem e eu emerja de repente só de ouvir meu nome, mas que engano! É exatamente aí que eu me embaralho mais...
Não parece que falam a mesma língua que eu. Não os entendo. Mas eles, ah, eles parecem tão certos de tudo sempre... E dizem compreender tão mais do que eu estou disposta a dizer. Mas pra mim, pra mim o tempo todo é como se eles estivessem dialogando sozinhos...
Um comentário:
E meio que estão.
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