Serão princesas as filhas da Rosa
filhas de reis e rainha
a desfilar místico encanto
nos becos e esquinas
de são luís?
Ou serão espinhos cravados
No coração dos amantes,
bêbados, poetas e vagabundos
da ilha?
Ou vai ver serão também filhas da noite,
Em cujos leitos,
se deitam sensualmente despidas
em perfumes coloridos,
em também negras sensações?
Serão três as filhas da Rosa?
Ou serão um milhão?
Serão uma só?
E se não são filhas da Rosa
serão filhas de Afrodite, Iemanjá?
Existirão, realmente, estas meninas,
ou foram um sonho que sonhei?
Serão de carne e osso ou volúpia?
Beberão água ou perfume?
Será de nosso desespero e seca admiração
que se alimentam ou de pão?
Dormirão ou docemente flutuarão
sobre os nossos sonhos?
Serão filhas de deus ou do diabo?
Como é possível, assim,
tanta volúpia em filhas de divino amor?
Serão as filhas da Rosa um presente de Zeus?
Ah, essas meninas da Rosa são pura viagem,
são puras tentações,
a-ten-ta-ções
Guarde-as deus
sob nossos olhares de zelo
e nossos braços nem tão castos assim
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