segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quer saber como te esqueci?

A ferida aqui na alma era ainda
paupável, curável, sensível
Quando você chegou...

Não carecia muito,
era um pouquinho de amor,
fingido ou mentido
e o meu coração batia
em genuína - e ingênua - felicidade

Hoje aqui dentro está tudo destroçado,
precisavas ver os escombros,
as rupturas, as queimadas,
a destruição da minha alma
E hoje teu amor implorado,
mendigado por mim
já não fala com tanta dor,
desilusão e amargura
que eu carrego
em meu espírito


Mas meu desencanto é minha força
E é com ela que hei de regar
os caminhos áridos do meu coração
até que chegue o tempo das flores

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