domingo, 11 de janeiro de 2009

Enterrem meu coração na curva do rio, disse ele, pois a ninguém serviu. A ninguém trouxe pranto, muito menos espanto, muito menos consolo... amor jamais. Enterrem-o para que as águas que ternamente se movem o atravessem e lhe seja eternamente "sentir". Sim, eis um coração que sentiu (tanto quanto todos os outros).


Que o tempo que virá não o destrua, posto que tornou-se dor, e que da dor úmida fez-se seca. Que seja eternamente um fóssil, que é desta forma que o trago em mim.

Um comentário:

Nine disse...

lindo...
gostaria de fossilizar as certezas que desanimam meu coração...
um abraço...