quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ao amigo novo:

Se um dia me convidares para ir a tua casa, não entrarei de uma vez. Aguardarei na calçada teu insistente convite para que eu entres. Assim feito, alcançarei a sala de estar. Se mais uma vez me chamares, vou até o quarto. Mas é preciso que me chames, é preciso que tu queiras – até que um dia eu sinta firmeza para fazê-lo sozinha, mas aí já estaremos tão próximos, que não te espantarás. nisto para mim reside a amizade: o momento certo de entrar, parar, sair, falar, silenciar. Como as pessoas têm pressa para tudo, não posso dizer que tenho muitos amigos.

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gosto de música, livros e filmes – todos velhos. gosto de vento fresco e deitar no chão. gosto de gentes, muitas delas, para que eu possa procurar as encantadoras em meio às multidões, como num jogo. Amo a vida, e por isso não temo a morte. defendo ardorosamente a diversidade, o vário.

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