Aquelas malditas luzinhas tremeluzentes eram tudo. Você dormia ao lado. E você não me conhecia; e eu não conhecia você – Mas havia algo de divino em observar-te dormir. Tua existência, naquele momento, era uma responsabilidade só minha. Deixei que meus dedos tocassem os seus bem devagarzinho, e com os olhos semi-cerrados, respirei em seus olhos.
A madrugada corria, o ônibus também. Ah, você parecia tão cansada. Havia aquela pequena ruga do lado esquerdo do rosto, sobre a qual eu não tinha muita certeza: não seria apenas marca de expressão?
E você com certeza sonhava. E eu sonhava com você, a diferença é que não estava dormindo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário