terça-feira, 2 de junho de 2009

Inominável

Sinto a língua a inchar na boca

As palavras caem pesadamente sobre meus pés

Algo aconteceu, entre mim e as palavras

Cheguei ao ponto de desquerê-las

Não sei, há algo de irreparável entre mim e a coisa dita

Algo morreu, algo rompeu, cinzeou.

Agonio-me, perdi o jeito de falar?

Será caso de ir ao médico?

Estarei doente? Psiquiatribiologicafisiologicamente doente?

Tornei-me um casto e as palavras são prostitutas flácidas

Nem frígidas nem tristes: estéreis.

Implodi.

Já nem penso mais em orações, frases

Ditados...

Já nem penso mais, há algo que me antecede

E que curiosamente também sou eu.

2 comentários:

Fabianny de Alencar disse...

Pelo visto não é tão grave. Já que ainda escreves bem como antes :p

solin disse...

preciso confessar: adoro essas mudanças, exceto quando eu estou alheia às novidades.

;)