Sinto a língua a inchar na boca
As palavras caem pesadamente sobre meus pés
Algo aconteceu, entre mim e as palavras
Cheguei ao ponto de desquerê-las
Não sei, há algo de irreparável entre mim e a coisa dita
Algo morreu, algo rompeu, cinzeou.
Agonio-me, perdi o jeito de falar?
Será caso de ir ao médico?
Estarei doente? Psiquiatribiologicafisiologicamente doente?
Tornei-me um casto e as palavras são prostitutas flácidas
Nem frígidas nem tristes: estéreis.
Implodi.
Já nem penso mais em orações, frases
Ditados...
Já nem penso mais, há algo que me antecede
E que curiosamente também sou eu.
2 comentários:
Pelo visto não é tão grave. Já que ainda escreves bem como antes :p
preciso confessar: adoro essas mudanças, exceto quando eu estou alheia às novidades.
;)
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