terça-feira, 4 de agosto de 2009

Flor Hostil

Flor hostil
Marrom e Serena
Flor hostil
Sisuda e Arredia

Trocaste tuas pétalas por espinhos
Te perdeste entre as rosas e as pedras
Desaprendeste a ternura de ser flor


Como foi que permitiste tanta armagura?
Terá sido o descuidado de mãos que se deveriam carinhosas?
Será a empáfia dos que aprendem sozinhos,
E que chegam mais longe dos que lhes é permitido?

Flor hostil
ainda há brisa que te amanse
ainda há perfume que se encontre
ainda há o macio em tua superfície àspera

Ainda há em ti o espírito de ser flor
Mas é necessário sê-lo
Não te caem bem estas roupas de cactos
com que às vezes te veste,
Muito menos este tronco grosso e mórbido,
em que por vezes insiste em te encerrar

Se tua natureza é ser flexível e frágil,
Se tua existência é para a beleza e não para a raiva
Se foste feita foi para colorir o mundo
- em vez de julgá-lo.

Pra que tais espinhos,
Se tu não nasceste rosa,
Se tu és bela é quando flor?

2 comentários:

Fabianny de Alencar disse...

Ai. Lindo, Déa.

Diddy Black disse...

Não li não; muito complicado pra minha cabecinha anti-poética...
Brincadeirinha! Li na marra... e gostei.