Hoje eu precisei matar-te
Hoje eu precisei matar-me
Pra que nasçamos
- amanhã -
como de fato somos.
Chorei nossas mortes
E velei nossos lutos
Amanhã, quem sabe, te encontro
Com os olhos renovados
De amor limpo e puro
Mas talvez ainda nos aguarde
muitas mortes mais
Sugiramos mais três bilhões de lutos à humanidade
Não é de vida que precisamos:
o que o homem precisa é morrer mais
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